
GOVE
As moscas embebedam-se no whisky
No copo meio cheio meio vazio
Enquanto a lenha crepita na lareira
Alguém está e não está
Consumido pelo fogo que justamente
Arde o ar do espaço
E se volatiza em vazio que preenche o espaço
A menos que o telefone toque
E aí surge a realidade
No sentido da voz
Que volta a encher o espaço
Na mesma medida, porém
Em que deixa de existir
Mal o cão ladre a presença
Da forma que se pronuncia
Na boca a degustação do vinho.
Decomposição
Baião
Januário
20/11/01






