sábado, 6 de novembro de 2010

Pancada subalterna

Pancada subalterna nas camadas secundárias
Masturbações os contradizem, sedentas horárias
Que passeiam cavernosas pela rua máxima
Magnífica de tarados de dor próxima.
Só sabendo o estilo e suas técnicas
Quem fumo o inoculou espectador das cénicas
Fotografias das roupagens convencionais
Quem sou para mim são os demais.
Depois vem os estares perversos
A comprida língua de oráculos certos
Vomitar a ânsia do arrependido
O deambulante labiríntico das ruas perdido
Ora se acostuma a forma incerta cheia
De luar sem haver lua por achar teia
Estampilhada observação se torna real
Os lábios doces e frios me sabem a sal
Como quando a dar era urgente
Uma magnética separação impelia por gente
Único conceito assim detectado
O facto tão antigo sem mistério inebriado.



Januário

27/03/82

O bom do vizinho

O bom do vizinho
Pelas sete da manhã
Bebe um copo de vinho
Para ajuda da vida sã.
Gasta-se por caminhos iguais
De casa ao emprego
Sofrendo pelos metais
As relíquias põe no prego.
À noite a televisão
Fá-lo longe viajar
Sabe notícias e conhece como são
Grandes senhores a discursar
E pensando só
Julga conquistar o mundo
Em quimeras de sonho e dó
Navega mares sem fundo
Rotineiro em tudo o que faz
Na cama sua mulher deita
E adormece num sonho incapaz
De algo, súbito feliz, espreita.




Januário


3/82

Mãos devagar te levam

Mãos devagar te levam
E tu não dás por nada
Como dum cinzel purificador
A sombra é-te retractada

Para os Céus ergueste as crenças
Sem elas eras olvido
Num pranto com luz ao meio
No escuro quarto retido.



Januário

8/3/83

Mama em molho de manha

Mama em molho de manha
Emborca esta cidade toda
Embicantes de bico na moda
Dizem à luz o que não ama
Retesos presos à superfície
Enfermam um nada artífice
Cisão profunda cozendo as fraldas
Acaso dirrimente às baldas.



Januário


21/12/83

ANOS 80

DEIXO ALGUNS TEXTOS DOS ANOS 80...

domingo, 13 de junho de 2010

sábado, 12 de junho de 2010

Constança


Constança, sorriso de prata em por do sol

Irisdicente que da sombra irradia

A vida, fimbria selectiva de escol

A todos dá felicidade e alegria


Constança, quente e deliciosa

Que desorganiza mais sagaz

O despertar sentidos olerosa

Mais esperta que um rapaz


Constança,que constantemente

Solicita e bem aventurada

A nós nos diz, frequentemente

Qua a vida é para ser conquistada.




Januário


12-06-2010