Pancada subalterna nas camadas secundárias
Masturbações os contradizem, sedentas horárias
Que passeiam cavernosas pela rua máxima
Magnífica de tarados de dor próxima.
Só sabendo o estilo e suas técnicas
Quem fumo o inoculou espectador das cénicas
Fotografias das roupagens convencionais
Quem sou para mim são os demais.
Depois vem os estares perversos
A comprida língua de oráculos certos
Vomitar a ânsia do arrependido
O deambulante labiríntico das ruas perdido
Ora se acostuma a forma incerta cheia
De luar sem haver lua por achar teia
Estampilhada observação se torna real
Os lábios doces e frios me sabem a sal
Como quando a dar era urgente
Uma magnética separação impelia por gente
Único conceito assim detectado
O facto tão antigo sem mistério inebriado.
Januário
27/03/82
sábado, 6 de novembro de 2010
O bom do vizinho
O bom do vizinho
Pelas sete da manhã
Bebe um copo de vinho
Para ajuda da vida sã.
Gasta-se por caminhos iguais
De casa ao emprego
Sofrendo pelos metais
As relíquias põe no prego.
À noite a televisão
Fá-lo longe viajar
Sabe notícias e conhece como são
Grandes senhores a discursar
E pensando só
Julga conquistar o mundo
Em quimeras de sonho e dó
Navega mares sem fundo
Rotineiro em tudo o que faz
Na cama sua mulher deita
E adormece num sonho incapaz
De algo, súbito feliz, espreita.
Januário
3/82
Pelas sete da manhã
Bebe um copo de vinho
Para ajuda da vida sã.
Gasta-se por caminhos iguais
De casa ao emprego
Sofrendo pelos metais
As relíquias põe no prego.
À noite a televisão
Fá-lo longe viajar
Sabe notícias e conhece como são
Grandes senhores a discursar
E pensando só
Julga conquistar o mundo
Em quimeras de sonho e dó
Navega mares sem fundo
Rotineiro em tudo o que faz
Na cama sua mulher deita
E adormece num sonho incapaz
De algo, súbito feliz, espreita.
Januário
3/82
Mãos devagar te levam
Mãos devagar te levam
E tu não dás por nada
Como dum cinzel purificador
A sombra é-te retractada
Para os Céus ergueste as crenças
Sem elas eras olvido
Num pranto com luz ao meio
No escuro quarto retido.
Januário
8/3/83
E tu não dás por nada
Como dum cinzel purificador
A sombra é-te retractada
Para os Céus ergueste as crenças
Sem elas eras olvido
Num pranto com luz ao meio
No escuro quarto retido.
Januário
8/3/83
Mama em molho de manha
Mama em molho de manha
Emborca esta cidade toda
Embicantes de bico na moda
Dizem à luz o que não ama
Retesos presos à superfície
Enfermam um nada artífice
Cisão profunda cozendo as fraldas
Acaso dirrimente às baldas.
Januário
21/12/83
Emborca esta cidade toda
Embicantes de bico na moda
Dizem à luz o que não ama
Retesos presos à superfície
Enfermam um nada artífice
Cisão profunda cozendo as fraldas
Acaso dirrimente às baldas.
Januário
21/12/83
domingo, 13 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
Constança

Constança, sorriso de prata em por do sol
Irisdicente que da sombra irradia
A vida, fimbria selectiva de escol
A todos dá felicidade e alegria
Constança, quente e deliciosa
Que desorganiza mais sagaz
O despertar sentidos olerosa
Mais esperta que um rapaz
Constança,que constantemente
Solicita e bem aventurada
A nós nos diz, frequentemente
Qua a vida é para ser conquistada.
Januário
12-06-2010
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